quarta-feira, 28/10/2026

Dólar R$ 5,35 Euro R$ 5,96
Ibovespa 175.710 ▼ 0,51%

China solicita revogação do veto dos EUA ao DeepSeek após restrições em agências federais americanas

A crescente tensão entre os Estados Unidos e a China no campo da inteligência artificial ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (20), quando o Ministério do Comércio chinês criticou a decisão americana de banir…

Compartilhe:

A crescente tensão entre os Estados Unidos e a China no campo da inteligência artificial ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (20), quando o Ministério do Comércio chinês criticou a decisão americana de banir o uso do modelo DeepSeek em agências federais. Segundo Pequim, essa medida não apenas prejudica as empresas chinesas, mas também ignora compromissos pré-estabelecidos entre os líderes das duas nações.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) tomou a iniciativa de remover todos os produtos e serviços que utilizam a tecnologia DeepSeek, alegando que esses modelos apresentam “múltiplos vetores de ameaça” e aumentam o risco de vazamento de dados sensíveis para a China. O ministério chinês, por sua vez, expressou sua profunda insatisfação com a decisão, fazendo um apelo para que os EUA revisem suas práticas e revoguem as restrições que consideram discriminatórias.

Além disso, a China também se manifestou contra as sanções impostas pelos Estados Unidos a cinco entidades chinesas acusadas de roubar segredos comerciais relacionados à inteligência artificial. Entre as empresas sancionadas está a Shanghai Zhisuan Technology, fundada por Linwei Ding, ex-engenheiro do Google, que já havia sido considerado culpado por roubo de segredos comerciais, embora parte de sua condenação tenha sido posteriormente anulada.

O ministério chinês argumentou que os EUA estão exagerando a questão do suposto roubo de segredos e que tais ações visam prejudicar a imagem das empresas chinesas. A situação reflete um ambiente cada vez mais complexo e hostil em relação ao desenvolvimento e à regulação da inteligência artificial, onde interesses econômicos e questões de segurança nacional se entrelaçam, exigindo um diálogo mais produtivo entre as potências. Pequim espera que as duas nações possam trabalhar juntas em um consenso que beneficie ambas partes, especialmente no que diz respeito ao uso responsável da tecnologia.