quinta-feira, 29/10/2026

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Vídeo que liga Jair Bolsonaro a milícias é manipulado por inteligência artificial, confirma verificação.

Recentemente, um vídeo que tem circulado nas redes sociais tem gerado polêmica ao supostamente associar Leonel Brizola, o icônico ex-governador do Rio de Janeiro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando-o em um contexto de milícias.…

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Recentemente, um vídeo que tem circulado nas redes sociais tem gerado polêmica ao supostamente associar Leonel Brizola, o icônico ex-governador do Rio de Janeiro, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando-o em um contexto de milícias. Contudo, essa afirmação é totalmente falsa.

O clipe, que se espalhou por plataformas como X, Facebook, Instagram e TikTok desde o dia 15 de outubro, utiliza inteligência artificial para criar uma falsa declaração atribuída a Brizola. A mensagem sobreposta ao vídeo afirma: “Brizola já alertava na época desde 1989 o Rio de Janeiro. Brizola dizia que Bolsonaro mandava na milícia e comandava o esquadrão da morte! Senhor meu Deus! Nos livrai!”. Na gravação manipulada, Brizola é mostrado fazendo declarações que nunca foram proferidas por ele.

Após uma investigação minuciosa, o Fato ou Fake confirmou que o vídeo é uma edição de um debate presidencial de 1989, onde Brizola participou junto com outros candidatos, incluindo Lula e Paulo Maluf. A transcrição desse debate não apresenta qualquer menção a Jair Bolsonaro, que na época era apenas um vereador pouco conhecido.

Para validar a autenticidade do material, foram utilizadas ferramentas de detecção de IA, como InVID, que identificaram a manipulação em diferentes trechos do vídeo. A análise revelou que o áudio e as imagens foram alterados, com índices de 99% de probabilidade de que o conteúdo fosse gerado artificialmente.

Essa situação exemplifica o uso crescente de tecnologias de manipulação digital, como o deepfake, que consegue alterar vídeos e fotos de maneira convincente. Portanto, é fundamental que os usuários da internet permaneçam críticos e atentos às informações que consomem, especialmente em um cenário político tão polarizado.

Crédito da imagem: Reprodução